O que esperar dos mecanismos de busca para o futuro?

10 de dezembro de 2012

Acredito que seja da natureza do ser humano procurar por algo, por alguém, por alguma coisa, para dar sentido a nossas vidas.

Desde pequeno, em meados dos anos 80, já aborrecia meus pais com pedidos assombrosos de presentes de natal, procurando por brinquedos entre as prateleiras das lojas. Era um choro aqui, outro ali, umas palmadas (para parar com o escândalo), mas no final das contas, sempre acabava com algum presente (entre os mais de dez) que havia “selecionado” na minha listinha de natal.

Talvez seja por isso que até hoje receio em ter filhos (com medo de um “castigo” divino, rs).

Mas enfim, durante toda nossa existência procuramos por coisas que complementem nossas vidas, o que era um carrinho ou uma boneca ontem, hoje é uma viagem ou um carro novo.

Mas o que mudou então?

A grande diferença entre anos atrás e os dias atuais, é que hoje em dia temos ferramentas poderosíssimas, capazes de trazer informação das coisas que buscamos em questão de segundos.

Talvez os mais novos não saibam, mas já existiram tempos onde procurávamos telefones usando listas telefônicas enormes (aquelas amarelas), e mesmo naquele tempo, serviam mais como peso de porta do que para a função na qual eram destinadas. Lembro também quando ganhei meu primeiro computador. Foram várias semanas comprando jornal para consultar os classificados de informática (saudoso 486 DX2 de 50Mhz que me deu tantas alegrias).

Nostalgias a parte, naquela época, a busca de informações era algo demorado. Era necessário muito tempo e dedicação para encontrar o que queríamos, diferentemente de hoje, que processamos 3x mais informação do que há 50 anos atrás, resultando em uma grande alteração em como nosso cérebro processa essas informações.

Tudo isso graças a imensa evolução dos sistemas de busca, que hoje são capazes de entregar informações cada vez mais focadas em nossa procura, identificando no imenso mar da internet, o que é conteúdo relevante e o que não é, tudo baseado em sua busca, sua localização, seus gostos, sua faixa etária, seu estilo de vida (sim, eles sabem muito sobre você!).

 

Hoje no mundo são feitas 3 bilhões de perguntas ao Google por dia!

Você tem dúvidas sobre o que dar de presente para o seu amigo secreto? Que praia é a melhor para passar as férias? O que vai bem com vinho tinto? Google it! E assim a palavra “Google” virou um verbo reconhecido na língua inglesa e a principal ação das pessoas em busca de informação.

Existe um lado negativo nessa história?

Existem pesquisam que mostram que nossos cérebros estão perdendo a capacidade de criar, de guardar lembranças, em outras palavras, estamos nos tornando altamente preguiçosos.  Antes nosso cérebro guardava mais informações, pois para obtê-las, era necessária muita pesquisa e dedicação. Além disso, pesquisas recentes mostram que usuários de internet tem o dobro de chance de se tornarem pessoas tristes, deprimidas.

Fato é que nunca na história da humanidade tivemos tanto acesso a informação como temos hoje. O aumento da banda larga, o avanço da tecnologia dos dispositivos móveis, nos deram ferramentas incríveis, onde a resposta para qualquer pergunta esta na palma de nossas mãos.

Em um futuro muito próximo, a tendência é ficarmos cada vez mais dependentes desses mecanismos de busca, quase que uma extensão de nossos corpos (Google Glass), criando uma memória coletiva de fácil acesso a todas as pessoas.

Se toda essa informação pode ser prejudicial as nossas vidas, eu não sei. Porém, é inegável o universo de possibilidades para profissionais da área de SEM (Search Engine Marketing), que precisam ficar em constante evolução, acompanhando cada detalhe do algorítmo usado por esses sistemas de busca (já que estes costumam mudar sempre, sem aviso prévio), pois quem é que não quer ser a resposta entre as mais de 3 bilhões de perguntas feitas diariamente no google, não é mesmo?

QUEM POSTOU

é formado em administração de empresas, trabalha como gerente de projetos na @agenciacleek, scrum master, SEO, palpiteiro, palestrino e viciado em video games até hoje.

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